Destaques
quadros comentados“A primeira mastectomia”, “Mulher sofrendo de cancro da mama”, “Transplante facial”, “Cirurgia plástica pelo cirurgião Archibald Mcindoe”
Mazurka nº 38
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A mastectomia é um tipo de cirurgia que já se pratica desde a antiguidade clássica e, até à altura em que a evolução da técnica cirúrgica veio a permitir desenvolver e aplicar, com sucesso, a sua reconstrução, foi certamente das que mais marcou a auto-imagem corporal das mulheres. Não só porque resultava da necessidade de se tentar curar uma doença grave e potencialmente mortal (quase sempre um cancro) mas também por lógicos motivos estéticos. As mamas, para além do mais, simbolizam a maternidade, e são ainda importante fator de atração sexual, pelo que tudo o que com elas se relacione, designadamente estados mórbidos, tem uma notória interferência no equilíbrio afetivo das mulheres e, porque não dizê-lo, também, no dos seus companheiros e pais dos seus filhos. Presentemente, neste âmbito, a cirurgia plástica atua com notável eficácia, como se alude nos outros dois quadros, em áreas tão diversas como o transplante facial ou a reparação funcional e estética de traumatizados de guerra, como foi o caso do famoso cirurgião Archibald Mcindoe, de origem neozelandesa, que exerceu muito do seu saber nos palcos bélicos da II Guerra Mundial.
As questões éticas e psicológicas que o transplante facial levanta, por interferir com a parte do corpo mais significativa para qualquer ser humano se relacionar com outrem, e logo com aquilo que mais simboliza, na aparência, a sua própria identidade enquanto pessoa única e irrepetível, tem de ser levada a cabo em situações muito selecionadas, e carece de um acompanhamento multidisciplinar, articulado sempre pelo cirurgião responsável, o que implica grande capacidade de relacionamento profissional e afetivo com o doente, e que se estende do pré ao pós-operatório, certamente por longo período de tempo, quiçá para toda a vida do doente.

“Mal de Amores”, “O Beijo”, “Homem velho com saudades”, “Autorretrato, enquanto Homem desesperado”, “Autorretrato” e “Retrato de Roma”, “Oscar Dominguez”
Um dos atributos mais nobres do médico é o de ser capaz de descodificar, através da observação clínica, os estados de alma dos seus doentes. Nas expressões faciais. No olhar. Nos gestos
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“John Locke”, “Baruch Spinosa”, “Pedro Nunes”, “De humani corpis fabrica”, “Estudos de anatomia”, “Estudo Anatómico”
Existe um debate, desde há muitos anos, acerca da natureza da Medicina: Arte ou Ciência, pergunta-se? Possivelmente, direi, ambas!
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“Um abraço do Universo a mim e ao Diego”, “Saudade”
O(s) autor(es) o livro intitulado “QuimioRadiolândia: Viagem sem regresso a uma fortaleza chamada oncologia”, aí escalpelizam toda problemática do relacionamento médico-doente na vertente de utilizadores dos serviços de saúde